domingo, 2 de outubro de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Before i die...

Noutro dia mostraram-me isto! Achei uma ideia espetacular.

Passo a explicar:

Tudo começou com um projecto de designers que têm como objectivo tornar as cidades mais apelativas e agradáveis a quem mora nelas e portanto pegaram neste edifício:

E tranformaram-na nisto (depois de um mês e sete dias de trabalho):

Colocavam pequenos cestos com paus de giz para que todos podessem escrever o que queriam fazer antes de morrer. As mais diversas respostas surgiam, umas mais bonitas, outras mais engraçadas, etc.






Depois de um mês de este projecto estar aqui já estava a ter uma enorme aderência da parte de todos... dos 8 aos 80.

As fotos que estão em baixo foram fotos tiradas nas 24 horas seguintes a terem limpado estas paredes e já estavam assim:

Adoro esta foto. O giz da menina é quase maior que ela :P

Este projecto teve um enorme sucesso e ao fim de três meses a parede era famosa e todos paravam para escrever algo.
Parecendo que não escrever o que nos vai na alma é um pequeno passo para realizar os nossos sonhos :)


P.S.: Carega no nome do post para ir ao site original desta ideia :)
P.P.S.: As fotos nao estão por ordem cronológica porque é muito difícil e stressante meter arrastar as fotos pelo post e por esse motivo não se encontram bem dispostas mas se forem ao site elas estão por ordem.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

domingo, 27 de março de 2011

Está bem...

Mais coisas estranhas existentes por o mundo fora...
Por acaso se há coisa que gosto é do cheiro dos livros novos :)

Sem duvida que agora a tarefa de comer iogurtes será muito mais fácil...




sábado, 26 de fevereiro de 2011

Poema a Salazar

Conta-se que este poema foi dirigido ao Ministro da Agricultura do
governo de Salazar, como forma de pedir adubos. Por mais estranho que
pareça, o senhor que o escreveu não foi preso .


- E X P O S I Ç Ã O -

Porque julgamos digna de registo
a nossa exposição, senhor Ministro,
erguemos até vós, humildemente,
uma toada uníssona e plangente
em que evitámos o menor deslize
e em que damos razão da nossa crise.

Senhor: Em vão, esta província inteira,
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Falta a matéria orgânica precisa
na terra, que é delgada e sempre fraca!
- A matéria, em questão, chama-se caca.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Se os membros desse ilustre ministério
querem tomar o nosso caso a sério,
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade.
E mijem-nos, também, por caridade!

O senhor Oliveira Salazar
quando tiver vontade de cagar
venha até nós solícito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo com sossego,
ajeite o cú bem apontado ao rego,
e… como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho!

A Nação confiou-lhe os seus destinos?...
Então, comprima, aperte os intestinos;
se lhe escapar um traque, não se importe,
… quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte?
Quantos porão as suas esperanças
n'um traque do Ministro das Finanças?...
E quem vier aflito, sem recursos,
Já não distingue os traques dos discursos.

Não precisa falar! Tenha a certeza
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provém da merda que juntarmos n'elas.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Adubos de potassa?... Cal?... Azote?...
Tragam-nos merda pura, do bispote!
E todos os penicos portugueses
durante, pelo menos uns seis meses,
sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente nos despejem trampa!

Terras alentejanas, terras nuas;
desespero de arados e charruas,
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sente a paixão nostálgica da merda…

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Ah!... Merda grossa e fina! Merda boa
das inúteis retretes de Lisboa!...
Como é triste saber que todos vós
Andais cagando sem pensar em nós!

Se querem fomentar a agricultura
mandem vir muita gente com soltura.
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala.

Venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade.
Formas normais ou formas esquisitas!
E, desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia à grande bosta,
de tudo o que vier, a gente gosta.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.


Pela Junta Corporativa dos Sindicatos Reunidos, do Norte, Centro e Sul
do Alentejo


Évora, 13 de Fevereiro de 1934


O Presidente

D. Tancredo (O Lavrador)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Se o seu sonho sempre foi tomar chá com a realeza... aqui tem a solução!


Eles até parecem ser divertidos e tudo :D